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domingo, outubro 28

Tatuagem Maria


          
          Todos somos guerreiros. Guerreiros das situações árduas, das dores permanentes e dos momentos facilmente complicados. Acima de qualquer outra coisa somos guerreiros cotidianos. Só não somos todos milicos, porque não sabemos o modo de manusear instrumentos bélicos afim de derrotar um determinado inimigo: sabemos muito mais. Quando esbarramos nas duras condições das nossas vidas, temos que correr e achar a mais potente arma que conseguirmos para que o tiro certeiro no brio de nossos mais ingratos sentimentos aconteça. Quando tu derrotas de uma vez por todas este grande mal que por alguma ventura te cercou, a comemoração subjetiva e até objetiva não só é necessária como é extasiante. Infelizmente alegria de ricos (de espírito) também cessa e depois de um tempo tu vais perceber que o problema superado anteriormente foi de extrema importância para ti, porém já será hora de crescer novamente. Pode ser que teu próximo empecilho não adquira tamanhas dimensões como o anterior. Tu deves estar pensando que obviamente seria um bom sinal, afinal, quanto menor o problema mais fácil a resolução do mesmo. Assim como muitas vezes um mais um não é dois, aquele menor problema que tu encontra pode te dar muito mais trabalho do que o avantajado obstáculo que tu tinha encontrado anteriormente. Isto só acontece quando tu tá usando a tuas armas mais pesadas e complexas tão seguidamente que elas começaram a parecer um simples arco e flecha. O pior disso tudo é que na hora que tu devias usar o armamento indígena, tu acendes o maior fogo possível no pavio do mais forte canhão e o tiro sai pela culatra.
         Tudo tem sua devida dimensão. Para respeitar essa, não só o equilíbrio emocional é necessário, mas também a santa paciência. Foque tuas defesas nas extensas guerras, porém não esqueça dos pequenos conflitos. Só assim seremos guerreiros por completo, ou melhor, heróis cotidianos. 

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