Triste ver
a cada dia que passa bens concretos serem defasados em nossa sociedade. Bens
esses, muitas vezes criados por um de nós. Um grande exemplo é a religião: a
forma mais glorificante de um ser humano exteriorizar o seus sentimentos,
também caiu nessa vala onde tudo é comercializado. Atualmente, mesmo pessoas de boa-fé acabam
por se desiludir dessa força imaterial que todos nós temos a capacidade de
produzir. Ou pelo menos, tivemos. Nunca foi tão necessário acreditar.
Pois bem,
faz apenas alguns minutos que volto de um passeio um tanto quanto rentável. Fui
lavar a alma aqui na Catedral perto da praça. Pedi que tudo o que eu vivesse a
partir de hoje, fosse de alguma forma inesperado (meu subjetivo é rápido, e
sempre acaba estragando qualquer surpresa que esteja destinada para mim). Pedi.
Mais que isso, orei. Saindo de lá, depois de algumas quadras fui parado por um
homem careca, com um feixe de tinta branca pintado na testa e com soltas vestes
brancas. Pediu se podia falar comigo, e eu consenti. Começou a me apresentar
livros que tinham como título: ‘O Caminho da Perfeição’; ‘Além do Nascimento e da Morte’; e ‘A Fórmula
da Paz’. Começou a me explicar o que nele resplendia: A Consciência Hindú.
Enquanto eu o escutava, o meu subjetivo (aquele estraga surpresas) começou a me
avisar que o hinduísta ia de alguma forma pedir algo em troca pelo material. Por
isso, eu ia questionar se ele ficava sempre naquela localidade e falar que
voltava para comprar depois, apenas por educação. Porém o pensamento foi
interrompido por um: “[...] e não possuímos nenhum fim lucrativo. Você escolhe
quais livros quer levar, e quanto quer pagar.” Daí tirei várias conclusões:
Primeiro, sou um baita de um de sovina. Meu pensamento parou no momento que
detectei as expressões ‘sem fins lucrativos’. Segunda conclusão: Não sou o
único incluído nessa consciência pobre em busca de dinheiro. Pessoas as quais
passavam por mim enquanto dialogava com o homem, julgavam a minha possível
atitude em gastar dinheiro ‘naquilo’. Terceira: Minha oração havia dado certo!
Tão certo, que fui em uma igreja Católica, pedindo por paz, e essa foi
concedida através de outra maneira de acreditar. Já questionava Pi Patel (personagem fictício
interpretado por Suraj Sharma no filme ‘As
Aventuras de Pi’), o porque dos homens só poderem crer uniformemente. Não
gostamos de várias cores? Não gostamos de várias pessoas ao longo de nossa
vida? Por que temos a capacidade de acrescentar opiniões, e assim evoluir? Será
que não podemos confiar em mais de uma forma divina? Para mim, a resposta já é
certa: podemos sim. Quem me contou? Eu também não sei ao certo.
Não sei ao certo se existe uma religião totalmente correta ou errada. Não sei ao certo se essas são as melhores formas de melhora individual ou as mais rentáveis instituições financeiras. Também não sei se vou ler os livros os quais adquiri. O que sei é o que acredito: De alguma maneira, a partir deste momento sei que nada pode ser igual, cada segundo é uma metamorfose. No presente segundo, enquanto ele não altera o meu modo de pensar e terminando o que queria relatar, desejo: Hare Krishna.
Não sei ao certo se existe uma religião totalmente correta ou errada. Não sei ao certo se essas são as melhores formas de melhora individual ou as mais rentáveis instituições financeiras. Também não sei se vou ler os livros os quais adquiri. O que sei é o que acredito: De alguma maneira, a partir deste momento sei que nada pode ser igual, cada segundo é uma metamorfose. No presente segundo, enquanto ele não altera o meu modo de pensar e terminando o que queria relatar, desejo: Hare Krishna.
Persistindo no tema 'Religião' compartilho um vídeo que trata sobre as vertentes e verdades consequentes da polêmica que acerca o Deputado Marco Feliciano e simpatizantes.





