Agora mesmo
estava conferindo a programação de filmes que passariam na televisão e
selecionando-os de acordo com o meu humor atual. Logo a seleção foi
interrompida: fim do horário de verão. Devo eu olhar a sequência de filmes de
acordo com o horário antigo ou de acordo com o horário que está para acabar?
Nem me venha com esse blá blá blá de que se deve esperar até a meia-noite para
adiantar o relógio em uma hora, pois é
muito mais fácil e cômodo burlar as regras e regressar o ponteiro antes do fim
do dia, até para o funcionário do site da programação do canal. Sensação boa
essa da gente poder fazer o próprio tempo, adiantando ou atrasando o relógio,
seja em um segundo ou em uma hora. Acho que nunca mencionei, mas sou fã desse
horário: o sol das oito horas da noite não é qualquer sol. Por isso, esses dias
me deram a dica de eu continuar com a hora atrasada por mais uma semana (tempo
que leva para minhas férias acabarem). Por um momento, a novidade até começou a
se concretizar na minha mente, mas logo se deteriorou: não teria graça a
claridade diária tardia ser só minha... Resolvi, por isso, fazer meu próprio
horário sem olhar para o relógio. Que se adiante, que se atrase, não dou a
mínima. Não olho para ele. E não é que deu certo? Afinal, faça as contas, hoje
é sábado de noite e eu estou em casa. Mesmo com dois convites tentadores pra
uma bela noitada, resolvi não aceitá-los no momento em que não só percebi que
uma tensão entre meus pais estava prestes a acontecer, mas também quando notei
que apaziguá-la com um jantar bem feito e uma mesa bem arrumada, me faria bem
também. Ceda. Mas ceda com prazer, caso contrário o efeito será reverso.
Hoje, o curso do meu tempo se
direcionou a este pacato momento. Fiz pizza para o jantar e uma mousse para a
sobremesa (minhas (falsas) especialidades). Lavei e enxaguei toda a louça e
agora vou fechar o site da programação de filmes e ligar a televisão. Vou
deixar o canal me surpreender, seja a hora que for.

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