Parar
de pensar é como a sensação de uma criança hiperativa ao alcançar o pote de
bala: uma conquista. Tem aqueles dias (terças-feiras chuvosas) que a gente só
quer parar de pensar (num âmbito geral) por pelo menos alguns longos minutos e
tentar entender o que os monges tibetanos pensam, ou melhor, não pensam em suas
admiráveis reflexões. A notícia ruim, é que para nós que não contemplamos um
Deus o tempo todo, parar de pensar é tão difícil quanto tirar o doce da criança
hiperativa. Se a gente permitir, esses pensamentos vão nos cutucar até a última
tripa da nossa consciência fazendo parecer que se não acharmos uma fabulosa
solução para tal, nosso heroísmo rotineiro falhe, e muito. “Rotineiro” pra mim,
é o grande vilão. Já percebeu que quando nada de inesperado acontece no teu dia
o teu pré-sono fica mais tedioso? Aliás, já percebeu que as piores coisas que
já passaram pela tua cabeça se sucederam em momentos que tu tava totalmente
sozinho seja na cozinha, na sala, ou quando tu tentou cochilar na terça-feira
monótona? Quando a gente tá com alguém (o qual gostamos de estar) nunca nada é
tão ruim que não possa se dar um jeito ou melhorar. Por isso, experimente sair
da rotina (mas não decepcione, saia direito) e veja como tu te sentes no fim do
dia. Se pior ou “na mesma”, algo tá faltando pra te completar. Se te sentires
melhor, ótimo! Acabou de descobrir que os cutuques anteriores eram bobagem
pura, e que a realidade é que não há outra solução para eles a não ser
persistir na prática tibetana e continuar vivendo.

gOSTEI!!
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