Parar
de pensar é como a sensação de uma criança hiperativa ao alcançar o pote de
bala: uma conquista. Tem aqueles dias (terças-feiras chuvosas) que a gente só
quer parar de pensar (num âmbito geral) por pelo menos alguns longos minutos e
tentar entender o que os monges tibetanos pensam, ou melhor, não pensam em suas
admiráveis reflexões. A notícia ruim, é que para nós que não contemplamos um
Deus o tempo todo, parar de pensar é tão difícil quanto tirar o doce da criança
hiperativa. Se a gente permitir, esses pensamentos vão nos cutucar até a última
tripa da nossa consciência fazendo parecer que se não acharmos uma fabulosa
solução para tal, nosso heroísmo rotineiro falhe, e muito. “Rotineiro” pra mim,
é o grande vilão. Já percebeu que quando nada de inesperado acontece no teu dia
o teu pré-sono fica mais tedioso? Aliás, já percebeu que as piores coisas que
já passaram pela tua cabeça se sucederam em momentos que tu tava totalmente
sozinho seja na cozinha, na sala, ou quando tu tentou cochilar na terça-feira
monótona? Quando a gente tá com alguém (o qual gostamos de estar) nunca nada é
tão ruim que não possa se dar um jeito ou melhorar. Por isso, experimente sair
da rotina (mas não decepcione, saia direito) e veja como tu te sentes no fim do
dia. Se pior ou “na mesma”, algo tá faltando pra te completar. Se te sentires
melhor, ótimo! Acabou de descobrir que os cutuques anteriores eram bobagem
pura, e que a realidade é que não há outra solução para eles a não ser
persistir na prática tibetana e continuar vivendo.
sábado, julho 28
domingo, julho 22
Verdade Nada Clichê
Estamos cansados de
ouvir que nosso futuro depende apenas de nós mesmos. Uns acham que além de
bobagem, este pensamento é ingênuo, afinal, nossa vida é controlada única
e exclusivamente pela mídia capitalista (ou qualquer outra) a qual
faz com que acreditemos que realmente somos donos de nossos próprios narizes. O
fato é que, com as poucas certezas e muitas incertezas que tenho, acredito que
nada é maior do que algo que está dentro de nós. Algo que nunca foi desvendado
com exatidão por nenhum cientista ou qualquer inventor do século passado: nosso
pensamento. É claro que não devemos acreditar em tudo o que pensamos, porém
excitante seria se todos nós conseguíssemos distinguir os pensamentos úteis dos
inúteis, e transformar esses primeiros em algo concreto. Depois dessa
transformação, mudar de novo e de novo, até que uma satisfação surgisse
dentro de nós (garanto que não surgiria com facilidade). Não é pra se tornar
perfeccionista, é só pra fazer o melhor que podemos. Concluindo esta parte,
posso dizer que o mundo tá perdido. A notícia boa é que desde que existe vida
nele, ele sempre teve. A diferença que estou tentando remeter a ti neste
instante, justamente se dá pelo teu próprio encontro nessa bagunça, ou ainda
pelo teu próprio desencontro nessa tranqueira, afinal todo mundo nasce perdido.
O teu diferente vai se fazer pelo "agora sei quem sou e quem serei até
morrer" ou ainda pelo "não faço ideia de quem sou". Qualquer um
dos dois tá certo, por isso somente suplico pra que ninguém fique na mesmice.
Ela não é ponto de um nenhum equilíbrio (esse que é necessário em
situações de qualquer espécie de nossa vida), e muito menos ponto de
tranquilidade. A mesmice é apenas um caminho fácil pra se acreditar que há
alguma teoria que decide nosso caminho por nós. A mesmice é ponto de conforto e
acima de tudo, de tédio.
No primeiro post, disse
para cada um de nós nos orgulharmos da natureza da qual viemos. Não é nessa que
nada se cria, tudo se transforma? Confie nela. Assim, no dia que a gente fechar
os olhos e sermos identificados por uma
etiqueta, no nosso último suspiro vamos entender o que é satisfação.
segunda-feira, julho 16
Paranoia Inerente
Definitivamente as preocupações decorrentes do dia-a-dia, ou
não, estão se proliferando para toda nova geração que se sucede no decorrer dos
tempos. Anti-depressivos sendo indicados à adolescentes, o público jovem
invadindo cada vez mais os consultórios de psicólogos e pais dando mais
importância à saúde mental do que a física de seus filhos. Sei que abro muitas
vertentes positivas e negativas nessas minhas comparações: a depressão pode ser
algo genético mesmo em crianças, pais só podem querer o bem de seus filhos
nesse novo tempo paranóico e que os psicólogos podem ser considerados os heróis
da atualidade. E como podem! O novo mal do século, além dessa classificação
subjetiva, tem nome: má comunicação. É ela que causa os iniciais
desentendimentos de toda grandiosa guerra, seja ela física, mental (ou até que
transcenda) da nossa atualidade. Até onde tudo isso vale a pena?
O lado ruim desse prematuro filosofar é um tanto quanto
óbvio. Além de tudo que já citei, ainda posso acrescentar o caminho que esses
jovens possam vir a seguir após não entenderem essa nova “energia”, hoje
disponível, para produzirem algo de boa fé. Exemplos não são escassos porém não
há razão de lista-los aqui, já que podemos ligar nossa televisão e assistirmos qualquer tele-jornal anunciando de forma horripilante mais um deles.
O fato é que há uma face positiva para toda a questão. Sem
essa precoce preocupação eu não estaria tomando meu tempo para escrever essas
postagens, os jovens não seriam um pouco mais levados a sério num âmbito social
e até filantrópico, e, principalmente, não trilharíamos nosso caminho para o
que realmente importa para cada um de nós: nos acostumarmos a ser que realmente
somos. Acredito na destruição de tabus por parte dessa inteligência (se
canalizada de um jeito positivo). Já ouvi diversas vezes, que a pessoa mais
feliz do mundo é também a que tem menos conhecimento. Neste exato momento
concordo com esse pensamento. Entretanto, mudar é meu estado natural e estou
pronto para vivenciar o dia que inteligência vai ser sinônimo de felicidade.
Pronto até, para discutir as novas paranoias decorrentes deste novo futuro.
O Primeiro Sim
Sim,
já é hora de permitir! Aqui você vai encontrar diversos primeiros passos para "deixar",
conseguindo certo tipo de motivação. Aí vai depender dos teus sentimentos pra
interpretar e transformar esses em atos. Assim como criticarei nosso meio real
de vida, também aceito opiniões: é só clicar na seção “quem sou eu” e enviar
por mensagem, olhar ou até consentimento (sou a favor deste último) seu
entendimento. Aproveite o blog, sinta-se bem de novo e novamente, e acima de
tudo ame a natureza da qual veio.
Rápido! Se reprograme!
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